Romance de capa & espada do séc. XIX, mas não é sobre isso. A vingança é o tema central dessa história mirabolante. Em certas partes senti falta de detalhamento das cenas, as descrições eram muito simplórias, os planos bem elaborados e todos chegavam ao final na forma como o protagonista planejava, sem surpresas para ele. Alexandre Dumas contava com o auxílio de demais autores para escrever suas histórias, mas eu gosto muito dessas histórias. Em 2013 (ou 2012) eu havia lido Os Três Mosqueteiros, edição muito boa encontrada em um sebo. Dessa vez a leitura se deu no Kindle usando a assinatura prime, empréstimo. Foi interessante fazer a busca no dicionário das palavras em que não conhecia ou mesmo das expressões em francês. Depois de utilizar esses recursos não sinto mais vontade de ler no papel, embora seja mais prazeroso. Leitura feita em 3 noites de muitas horas seguidas de esforço, mas como cada capítulo terminava com gostinho de quero mais, terminou rápido. Meus olhos sofreram muito no dia seguinte, ainda tenho partes vermelhas. Já tive um derrame em forma de chama na retina ano passado. Vai até que funciona, vou ficar cego mesmo em breve e que se foda.
segunda-feira, fevereiro 28, 2022
sábado, outubro 30, 2021
Homo Ferox: As origens da violência humana e o que fazer para derrotá-la, de Reinaldo José Lopes
Há muito não escrevo sobre o livro lido, falha minha, porém corrigível, basta acrescentar ao blog palavras sobre a obra. Desta vez faço isso logo após terminar a primeira leitura do livro "Homo Ferox: As origens da violência humana e o que fazer para derrotá-la" de Reinaldo José Lopes. Esta tentativa de atualizar o blog se dá à meia-noite de sábado, 30 de outubro, uma semana após receber, graças ao incrível esforço do Blablalogia em presentear alguns dos seus, essa obra que trata sobre a violência, não apenas do ser humano, como sugere o título, mas também de demais animais, embora tenha como foco o animal humano ao longo da história.
Foram 310 páginas lidas em uma semana, mas de leitura muito leve, que me lembrou muito a de uma revista a mim muito querida, a Superinteressante, memória afetiva minha dos anos 90, quando comecei a ler as reportagens sobre ciência, mesmo sem saber que existia uma profissão e um mercado de trabalho para isso, enfim, o jornalismo. Reinaldo é jornalista, escreve principalmente sobre os feitos e descobertas da ciência. Durante a leitura, senti como se estivesse lendo um grande reportagem, com muitos dados e pedaços de entrevistas feitas com cientistas, que embasavam a visão do escritor sobre o tema, além de infográficos que ajudavam a elucidar o assunto. Falar sobre violência não deve ser fácil, mas o autor conseguiu com maestria deixar leve, leve mesmo, essa questão tão pesada e incômoda como o elefante na sala da humanidade.
O que fazer para derrotar a violência sem usar de ainda mais violência? Algo inpensável para muitas pessoas que só veem um mundo dicotomizado, o último capítulo do livro aborda esssa questão, em alguns passos, numa tentativa que faz muito sentido, afinal, de que adianta falar sobre esse problema da violência se nada for feito para saná-la? São reflexões muito condizentes com o atual cenário em que vivemos.
Mais uma vez, agradeço a equipe do Blablalogia por ter me proporcionado um exemplar, Imperatriz Milla e Emílio, demais integrantes, e parabéns Reinaldo por ter escrito essa obra.
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| Homo leitor segurando com uma mão o livro Homo Ferox e com a outra mão registrando esse momento, Miguel Scapin - outubro de 2021 |
HOMO FEROX: AS ORIGENS DA VIOLÊNCIA HUMANA E O QUE FAZER PARA DERROTÁ-LA - 1ª ED. (2021)
ISBN: 9788595087033
IDIOMA: Português
PÁGINAS: 320
ANO DE EDIÇÃO: 2021
EDIÇÃO: 1ª
AUTOR: Reinaldo José Lopes
sábado, abril 10, 2021
Sobre os vários livros que li em 3 anos e que não foram publicados aqui
Eu li vários livros bons desde 2018 e não escrevi resenha, resumo, lembrete, notinha de rodapé, post it, enfim, nada neste blog. O único propósito do blog era deixar registrado o que eu lia para que eu soubesse o que havia aprendido. Aprendi. Sim, aprendi que me excluí. Deletei, apaguei, joguei para baixo do tapete minhas opiniões, meu temperamento, minhas preferências, meus gostos, meu jeito, tudo, tudo o que fazia com que a minha marca pessoal existisse e que pudesse ser alvo de críticas, de julgamentos. Não foi apenas neste blog, mas em redes sociais, em redes de amizades presenciais, em tudo. Os textos não escritos aqui refletem a minha realidade de omissão a tudo. É o período mais triste de quem sempre se expressou com sinceridade, esconder-se atrás de uma fina casca de imaturidade. Há um livro ao lado da cabeceira da cama e pelo julgar da hora, 12h14, logo eu estarei lendo o terceiro volume da coleção The Starbuck Chronicles - Battle Flag, de Bernard Cornwell. Pode ser que eu volte a publicar o que li e o que tenho lido aqui neste espaço. Preciso primeiro me encontrar, ou encontrar o que sobrou do Miguel passados 3 anos escondido numa brincadeira de esconde-esconde sem fim.
domingo, julho 29, 2018
Maturidade e velhice (ou O amor nos tempos do cólera)
quinta-feira, abril 12, 2018
Carta aberta ao senhor Carl Sagan ou minha revisão de O Mundo Assombrado pelos Demônios
Tive conhecimento de sua existência quando da sua ausência. Explico. Em 1996, aos 8 anos de idade, minha mãe realizou a assinatura da revista brasileira Superinteressante, e no editorial do quarto exemplar em que recebi em casa soube da sua morte. Até aquele momento não sabia quem você era, muito menos o que tinha feito, mas ao ler aquelas palavras soube que era um importante divulgador científico. Já se passaram muitos anos. Minha curiosidade sobre a astronomia continua, embora tenha tido altos e baixos nesse tempo. E entendi melhor, aos 30 anos, por que não me interessei em seguir uma carreira acadêmica voltada à física, quando li seu livro O Mundo Assombrado pelos Demônios. Não encontrei nenhuma receita Winchester de como se livrar destes demônios (foi uma piada, às vezes acho que sou engraçado), mas percebi que como seres pensantes temos que nos desenvolver melhor, livrarmos de amarras que nos prendem a superstições. Estas correntes fazem parte do mundo ocidental em que vivemos. Não vou entrar no caso da religião. Keppler que o diga, lidou bem com isso, mas claramente o cenário de 2018 no Brasil é bem assustador. A ignorância e intolerância se propagam com rapidez através de algo chamado internet, que ainda engatinhava quando o senhor escrevia o referido livro. Fizemos boas coisas com a internet, mas também coisas ruins. Estamos totalmente conectados em aldeias globais, podemos nos comunicar rapidamente com os outros, e aqueles mesmos desejosos por enganar os outros continuam a existir também nessa rede. São inúmeros os casos de notícias falsas, propagadores de invencionices que causam espanto até mesmo naqueles senhores que criaram os círculos nas plantações, que mesmo admitindo a autoria do ato, seguem sendo copiados mundo afora. O seu livro trata bem do caso americano de ensino. Não é muito diferente do país em que vivo. Saiba que aqui é pior, muito pior. Professores não recebem o seu salário inteiro porque o governo alega não ter dinheiro, enquanto gasta milhões em outras coisas, só para citar um exemplo. Mas nem tudo é tão ruim. Há cidadãos neste mundo REDONDO (sim, a crença do planeta plano persiste e se espalha com força no globo, GLOBO) que se esforçam para realizar a divulgação científica, seja em salas de aulas, canais na plataforma de vídeos online, palestras em locais públicos e privados, além de outros lugares. O Dragão Invisível segue à solta, mas novos São Jorge bem visíveis surgiram com lanças poderosas a espetar o peito metálico da ignorância. O mundo segue a ser assombrado pelos demônios, agora com esteroides, senhor Sagan. Não sabemos se um dia eles deixarão de existir, porém é isso que faz do trabalho da ciência desafiador, superar os limites do conhecimento para depois questionar esses limites e seguir nessa constante busca pelo saber.
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| Crowley assombrando o mundo (mais uma pida sem graça minha) |
sexta-feira, setembro 22, 2017
A Sangue Frio - Truman Capote
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Coloquei um pouco de movimento na edição para dar sensação de passagem de tempo |
Sapiens: um breve história da humanidade
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| Imagem do Coliseu apenas para indicar que possuo uma réplica dessa importante obra romana |



